A Justiça deu prazo de 90 dias para que a empresa Ipiranga comece a adotar medidas para reparar danos ambientais causados após contaminação de águas subterrâneas em Paulínia (SP). A ação foi movida pelo Ministério Público e a decisão foi divulgada pelo órgão nesta segunda-feira (29). A companhia diz que já começou a fazer ações - veja abaixo o posicionamento da companhia.
Segundo o MP, a companhia precisa apresentar um cronograma das iniciativas. O problema, segundo relato da promotoria, teria começado há pelo menos 21 anos.
A ação ajuizada pela promotora Fernanda Elias de Carvalho Lucci indicou dados da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) para indicar que a área do Pool Paulínia da Ipiranga apresenta contaminação de águas subterrâneas, com concentrações de compostos como benzeno e naftaleno.
"Tudo deve ser iniciado em até 90 dias com previsão de
encerramento para 180 dias, sob pena de multa diária fixa em R$ 10 mil até o
limite de R$ 100 mil", diz nota do MP.
O que diz a Ipiranga?
A Ipiranga informou, em nota, que independente da ação movida pelo MP vem adotando todas as medidas necessárias para solucionar o problema na área, com o respaldo da Cetesb.
"A Ipiranga possui um programa de integridade robusto e é engajada em práticas de negócios sustentáveis em contribuição aos princípios estabelecidos pelo Pacto Global e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que são traduzidos no compromisso com a promoção dos Direitos Humanos e por meio de suas Políticas Corporativas."
