Perícia vai definir reparos em casas interditadas no Jardim Flamboyant, em Paulínia

 


Moradores de três imóveis no Jardim Flamboyant, em Paulínia, tiveram de deixar as residências após o surgimento de rachaduras que comprometeram as estruturas. A Defesa Civil interditou as casas na Rua Tibúrcio Cecatti depois de uma vistoria técnica. A principal hipótese é de que os danos estejam relacionados a um problema na rede de esgoto da via. A Prefeitura informou que houve movimentação do solo provocada pela tubulação.

Entre os moradores afetados está a cuidadora Simone Nascimento Faria, de 49 anos, que vive no local desde a infância. Ela contou que os primeiros sinais surgiram de forma repentina, durante a noite. “Comecei a escutar uns estalos. Acendi a luz e vi o chão da cozinha, do banheiro e da sala estourando. Quando fui acompanhar as rachaduras no piso, elas já estavam subindo pelas paredes da casa toda”, relatou.

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Segundo Simone, a residência nunca havia apresentado problemas estruturais em mais de quatro décadas, mesmo após reformas. “Nunca apresentou nada. Inclusive fiz algumas reformas e mexi na rede de esgoto da casa. Eu moro aqui desde os cinco anos de idade”, afirmou.

Ao perceber a gravidade da situação, a moradora retirou um tio idoso da residência e acionou a Defesa Civil. Após novas escavações, técnicos identificaram que o problema pode estar na tubulação de esgoto da rua.

Inicialmente, a suspeita era de falha na rede interna da casa. Simone afirmou que a equipe técnica abriu a calçada e apontou possível rompimento da tubulação administrada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). “Eles abriram a calçada e viram que o problema era da Sabesp. Explicaram que rompeu a rede de esgoto da rua, que é muito antiga e ainda utiliza manilhas”, disse a moradora.

 

Assistência às famílias

Em nota, a Sabesp informou que as avaliações técnicas iniciais indicam relação entre a ocorrência e uma manutenção realizada na rede de esgoto. A companhia afirmou que mantém contato permanente com as três famílias atingidas. Como medida emergencial, cada família recebeu R$ 2 mil para despesas imediatas. A Sabesp informou que os moradores poderão optar pela locação de outro imóvel, com os custos pagos pela empresa, ou ficar temporariamente na casa de familiares com ajuda de custo.

A concessionária afirmou ainda que fará uma perícia técnica para definir os reparos necessários nos imóveis e o ressarcimento pelos prejuízos.

A Prefeitura de Paulínia informou que engenheiros da Secretaria de Obras e equipes da Assistência Social acompanham o caso. Os reparos na tubulação seguem sob responsabilidade da Sabesp.

Sem previsão de retorno, os moradores aguardam a perícia e as obras necessárias para que as casas possam voltar a ser ocupadas com segurança.

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