Paulínia passa a ser monitorada por câmeras, sensores e
sirenes a partir desta quarta-feira (31), um investimento total de R$ 33,2
milhões, segundo a prefeitura. O objetivo da Central de Monitoramento Integrado
(CMIP) da cidade é tentar reduzir a criminalidade, e também está prevista a
aplicação de multas de trânsito.
A implementação dos equipamentos ocorre em duas etapas. Na primeira, já efetivada, 114 prédios públicos receberam os 1.211 aparelhos nas áreas interna e externa - veja mais detalhes dos locais abaixo. Na segunda, prevista para conclusão em 120 dias, serão instaladas câmeras nas vias e portais de Paulínia.
Como funciona o monitoramento
- O CMIP será operado pela Guarda Civil Municipal e a Guarda Patrimonial, que efetuarão a vigilância remota.
- A central fica sediada no Paço Municipal e funciona 24 horas por dia. Terá espaços para reuniões das forças de segurança e gerenciamento de crises.
- As câmeras têm capacidade de captar imagens coloridas, e contam com infravermelho para distinguir pessoas de animais.
- Toda a captação pode ser transmitida em tempo real para o CMIP.
- As câmeras possuem, ainda, alarmes sonoros e microfones.
Alta em ocorrências policiais
Dados da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP) apontam alta de 12,8% nos inquéritos policiais instaurados no município no período de janeiro a julho. Foram 423 inquéritos registrados este ano, contra 375 no mesmo período de 2021.
Em relação a boletins de ocorrência computados na delegacia da cidade, foram 1.326 em 2022, 4% a mais do que os 1.276 nos primeiros sete meses do ano passado.
Com uma população de 114.508 habitantes, Paulínia é a 9ª
maior cidade da região de Campinas (SP). Segundo a Secretaria de Segurança
Pública da cidade, estudos técnicos apontam redução média de 70% dos índices de
criminalidade referentes a ocorrências de furtos e roubos. O índice depende da
quantidade de câmeras de vigilância em operação.
Prédios públicos monitorados
O monitoramento em prédios públícos não era feito antes, segundo a prefeitura. Câmeras, sensores e alarmes foram instalados dentro e fora dos imóveis, como o Paço Municipal.
Também estão na lista todas as escolas da prefeitura, unidades de saúde, ginásios esportivos, cemitério, velório e o Theatro Municipal. Quadras e praças devem receber os equipamentos eletrônicos mais adiante, segundo a administração.
Para esta fase, o contrato firmado pela prefeitura foi de R$
13,2 milhões, válido por cinco anos.
Segunda etapa nas vias públicas
A implementação de câmeras e sensores em ruas, avenidas e semáforos vai ser concluída em cerca de 120 dias, segundo a administração. O contrato já foi assinado, sob o custo de R$ 20 milhões, também com cinco anos de duração.
A cidade não conta com esse tipo de monitoramento para as vias públicas; tem apenas os radares de fiscalização eletrônica que terão o incremento da CMIP.
Além das vias comerciais, estradas vicinais e os portais da
cidade receberão as câmeras. Nesta fase é que a fiscalização poderá resultar em
multas por infrações de trânsito.
Outra etapa prevê colaborações
A prefeitura adiantou que uma terceira etapa é possível no futuro, a depender de parcerias com câmeras de vigilância particulares. "Após um cadastro e autorização do proprietário, estendendo a vigilância e o monitoramento de segurança por todo município", completou a administração.
