Paulínia inicia fase vermelha quatro dias após data definida pelo Estado

Paulínia (SP) começa a aplicar nesta sexta-feira (10) as regras da fase 1 - vermelha do Plano SP, etapa mais severa do planejamento feito pelo Estado para funcionamento das atividades econômicas durante a pandemia do novo coronavírus. Com isso, o município decide cumprir efetivamente a determinação do governo quatro dias após a data inicial estipulada para 42 cidades da região de Campinas (SP) ao liberar somente a abertura de serviços essenciais - veja abaixo o que funciona.

A decisão da prefeitura foi publicada na noite desta quinta, em rede social. Até então, o município manteve aplicação das normas da fase laranja, que permite funcionamento do comércio de rua e serviços em geral com capacidade limitada a 20% e com horário reduzido para quatro horas seguidas. Por outro lado, atividades religiosas presenciais e clínicas estéticas/barbearias já estavam vetadas.

O Estado de São Paulo diz que notificou Paulínia a cumprir as diretrizes do Plano SP, o que é negado pela assessoria do Executivo municipal.

A cidade registra 1.258 moradores infectados, incluindo 14 mortes.

"Os decretos e ações dos municípios precisam observar a classificação dada pelo Plano São Paulo, que foi baseada no panorama de evolução da doença e na capacidade de atendimento da saúde pública nas suas regiões. As prefeituras devem respeitar a determinação estadual", informa nota da Secretaria de Desenvolvimento Regional.

Até o período da manhã de quinta-feira, a cidade contabilizava nove de 14 leitos de UTI exclusivos para Covid-19 ocupados no Hospital Municipal, o equivalente a 64,2%.

A prefeitura diz ainda que vai manter as regras da fase vermelha por 15 dias, mas sinaliza que o prazo "pode ser revisto" conforme dados epidemiológicos. Pela determinação do Estado, a região segue pelo menos até a próxima semana nesta classificação, até que indicadores da saúde sejam reavaliados - confira abaixo critérios.


Serviços essenciais

As atividades liberadas pelo governo do Estado na fase vermelha são:

  • Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal;
  • Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local;
  • Bares, lanchonetes e restaurantes: serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive-thru). Válido também para lojas em postos de combustíveis;
  • Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção;
  • Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos;
  • Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais;
  • Segurança: serviços de segurança pública e privada;
  • Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
  • Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições;

 

O que NÃO pode funcionar?

O estado proíbe funcionamento das seguintes atividades, seja na fase laranja ou vermelha:

  • Abertura de bares e restaurantes para consumo local
  • Salões de beleza e barbearias
  • Academias de esportes em todas as modalidades
  • Atividades que provoquem aglomerações
  • Teatros, cinemas e afins


Por que a região retrocedeu?

O Estado usa cinco critérios da área de saúde para determinar em que fase cada município ou região está. Para avançar de etapa, é necessário que todos eles sejam alcançados - veja abaixo.

Além de considerar aumento de casos confirmados e mortes por Covid-19 nas cidades durante os últimos dias, o governo também levou em conta a taxa de ocupação dos leitos de UTIs destinados para pacientes com a doença - até a tarde desta quinta (9), o índice permanecia em 80,4%.

 

Critérios

  • Taxas de ocupação de leitos UTI para pacientes com novo coronavírus;
  • Quantidade de leitos UTI para Covid-19 por grupo de 100 mil habitantes;
  • Número de novos casos confirmados nos últimos sete dias dividido pelo total de casos dos sete dias anteriores;
  • Número de internações nos últimos sete dias dividido pelo total do número de casos dos sete dias anteriores;
  • Número de óbitos nos últimos sete dias dividido pelo total do número de casos dos sete dias anteriores;

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