Paulínia ignora a reclassificação e mantem comércio aberto


O prefeito de Paulínia, Du Cazellato (PL), ignorou a reclassificação anunciada na sexta-feira passada pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), que determinou a regressão das cidades da região de Campinas para a fase vermelha — a mais restritiva do Plano São Paulo de retomada das atividades econômicas, que permite somente o funcionamento de serviços essenciais. O comércio em geral da cidade está de portas abertas.

A última manifestação jurídica do prefeito de Paulínia aconteceu no dia 25 de junho. Na ocasião, atendendo à recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), editou decreto proibindo a realização de cultos, missas e atividades religiosas na cidade por 15 dias. Além disso, determinou o fechamento das barbearias, salões de beleza e clínicas de estética.

Estabeleceu ainda que bares, restaurantes, lanchonetes e demais comércios alimentícios não podem trabalhar com consumo no local, mas sim com delivery e drive-thru. Já os comércios classificados como não essenciais ficaram autorizados a funcionar das 12h às 16h, de segunda a sexta-feira e aos sábados, das 10h às 14h, com 20% da capacidades.

A operação do Paulínia Shopping continuou permitida das 16h às 20h com 30% da capacidade, de segunda a sábado. “Com as medidas listadas acima, Paulínia segue na segunda etapa do Plano São Paulo, visto que está na fase Laranja”, escreveu em nota publicada no site oficial da Prefeitura na mesma data. O texto informou ainda que “as medidas poderão ser revistas a qualquer momento, pois haverá avaliação diária dos dados epidemiológicos por parte do Comitê de Combate e Prevenção ao Coronavírus (CPEC), sob orientação da Secretaria Municipal de Saúde”. Procurada, a Prefeitura de Paulínia não se manifestou até o fechamento desta edição.


Respeito

A Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado informou, em nota, que “as prefeituras devem respeitar a determinação estadual”. Por intermédio do secretário Marco Vinholi, a Pasta informou dialogar com os prefeitos para bom entendimento das ações de combate ao coronavírus e cumprimento do Plano São Paulo.

O texto ressalta que Paulínia está na fase vermelha e que os decretos e ações dos municípios precisam observar a classificação, que foi baseada no panorama de evolução da doença e na capacidade de atendimento da saúde pública nas suas regiões. Procurado, o Ministério Público do Estado de São Paulo não se manifestou até o fechamento desta edição.


Município tem 14 óbitos e 1.258 casos

Paulínia contabiliza 14 óbitos pelo novo coronavírus. O último registro aconteceu na sexta-feira passada. Trata-se de uma mulher de 57 anos, com hipertensão, diabetes, obesidade e Acidente Vascular Cerebral (AVC), que iniciou sintomas respiratórios em 20 de junho. Foi admitida no hospital três dias depois e faleceu no dia 1° deste mês. “Os familiares apresentam-se assintomáticos e realizaram testagem na Unidade Básica de Saúde (UBS) com resultado negativo”, informou a Prefeitura.

Segundo boletim epidemiológico publicado hoje (09), com dados coletados até as 9h30, Paulínia tem 1.258 casos confirmados, 687 suspeitos e 737 descartados. Há ainda 29 pessoas internadas no Hospital Municipal — 19 deles já testaram positivo para doença, sendo que seis estão em Unidades de Terapia Intensivas (UTIs).


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