Um dia após o governo de São Paulo anunciar que o Hospital de Campanha do Ibirapuera, na Capital, receberia preferencialmente infectados com Covid-19 da região de Campinas (SP), os primeiros seis pacientes foram transferidos para a unidade até a manhã desta quinta-feira (9). De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, moradores de Sumaré, Paulínia, Nova Odessa e Cabreúva estão internados em leitos de enfermaria.
Idade e sexo dos pacientes não foram informados pela pasta. Com as novas internações, a unidade está com 147 dos 268 leitos disponíveis ocupados. Inaugurado em 1º de maio, o Hospital de Campanha do Ibirapuera já atendeu 1.727 pacientes, com 1.234 altas e nove óbitos.
A transferência de pacientes para a Capital será feita por meio de ambulâncias, sob responsabilidade de cada prefeitura. A adoção do modelo representava um custo menor do que desmontar o hospital na capital e remontá-lo na região de Campinas.
O coordenador executivo do Centro de Contingência Covid-19,
João Gabbardo, ressaltou que o Hospital de Campanha do Ibirapuera tem a
capacidade para receber os pacientes que ainda estiverem em uma fase precoce da
doença, podendo ser atendidos na enfermaria e ter uma recuperação mais rápida.
Leitos de estabilização
Embora o governador João Doria (PSDB) tenha afirmado na quarta (8) que o Hospital de Campanha do Ibirapuera tem entre os 268 leitos, 28 de UTI, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou ao G1 que esses leitos são de estabilização, e não de terapia intensiva.
Os leitos de estabilização também contam com respiradores, mas não são capazes de suprir necessidades mais complexas como diálise e intervenção cirúrgica. Em caso de piora acentuada, os pacientes ainda precisam ser transferidos para outros hospitais com mais estrutura.
Assim como a maioria dos hospitais de campanha, o do Ibirapuera foi projetado para receber pacientes de baixa e média complexidade da Covid-19, e não casos graves.
