A Polícia Civil prendeu na manhã desta segunda-feira (18), em Paulínia (SP), três homens suspeitos de fazer parte de uma quadrilha que praticava fraudes contra seguros automotivos. De acordo com as investigações, o grupo era especializado em forjar furtos e roubos para receber indenizações.
A ação é da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de
Campinas (SP). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de prisão
temporária. Os três passarão por audiência de custódia e devem responder pelos
crimes de estelionato e associação criminosa, entre outros.
Segundo a polícia, os suspeitos levavam os veículos para a região de fronteira com o Paraguai, passando por Ponta Porã (MS), e faziam falsos registros de furto ou roubo. As investigações constataram que os boletins de ocorrência sempre apresentavam inconsistências quanto às datas e local dos crimes, não batendo com as capturas das placas dos automóveis.
"A vítima, que deseja ter o recebimento fraudulento da indenização do seguro procura pelo indivíduo, que ainda estamos tentando identificar. Esse indivíduo é a conexão com alguém no país vizinho, o Paraguai. Esses outros dois indivíduos são as pessoas responsáveis por fazer o transporte do veículo até a região de fronteira, deixar o veículo, receber o pagamento e retornar", explicou o delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira.
Em pelo menos dois casos, os investigadores identificaram que os automóveis circularam pela fronteira antes mesmo do registro policial, o que aumentou as suspeitas sobre a prática. As informações foram compartilhadas com a Polícia Rodoviária Federal, que constatou que um dos veículos usados na fraude era ocupado por dois alvos da operação.
"São diversas as hipóteses que surgem a respeito a respeito da destinação desses veículos. Ou eles passam a circular pelo território paraugaio com emplacamentos locais, de maneira fraudulenta, como se fossem dublês, ou eles promovem o desmanche desses veículos ou retornam para o território nacional como dublês com entorpecente, o que não é raro de acontecer", completou Luiz.
As investigações continuam na tentativa de identificar
outros casos, outros membros do grupo criminoso e, eventualmente, na
recuperação dos veículos usados na fraude.