Três corpos são encontrados em estrada que liga Paulínia à Americana

 

Três corpos com sinais de execução foram encontrados na manhã desta quarta-feira (14) em uma área de canavial às margens da Estrada Municipal Ivo Macris, na região do bairro Monte Verde, em Americana. Eles foram vistos por um trabalhador rural que passava pelo local e acionou as autoridades.

Os corpos são de três homens com aparência jovem. Eles estavam lado a lado em um acesso de terra da estrada, usavam bermuda e chinelo, tinham pés e mãos amarrados e foram atingidos por tiros na cabeça, de acordo com a PM (Polícia Militar). O local foi isolado para a perícia do IC (Instituto de Criminalística).

Segundo informações iniciais dos bombeiros, que acionaram o resgate ao local, a companhia foi chamada por volta de 7 horas para atender um chamado que inicialmente seria de acidente de trânsito na estrada, que liga Americana a Paulínia. Quando chegaram, encontraram os três corpos no chão, amarrados e com perfurações.

De acordo com o delegado Robson Gonçalves de Oliveira, os indícios são de que as vítimas foram executadas no próprio local. “A probabilidade de ter ocorrido aqui é maior do que a de terem deixado os corpos aqui. Vamos dar seguimento, com a perícia no local, para tentar levantar a dinâmica [do crime] e tentar recuperar algum material que possa nos ajudar a esclarecer como aconteceu”.

O levantamento de antecedentes dos três homens será feito na apresentação da ocorrência na delegacia, mas o delegado adiantou que “há notícias de que eles tinham envolvimento com a prática de crimes patrimoniais, mas isso ainda depende de confirmação”.

De acordo com o cabo Luiz Ferreira, da PM, familiares de uma das vítimas já fizeram o reconhecimento no próprio local do crime, além de afirmarem que um dos outros dois homens era amigo daquele que foi identificado.

 

Vítima previa que ‘ia estar em um caixão’, segundo irmão

Uma das três vítimas é Thiago Guedes da Silva, de 25 anos. O irmão mais velho dele, Alex Guedes da Silva, de 27 anos, esteve no local onde houve a localização dos corpos para fazer o reconhecimento.

Ele relatou uma conversa que teve com o irmão há cerca de quatro a cinco meses. “Eu só ouvi ele falando pra mim que previa que ia estar em um caixão”, contou Alex. Ele alegou que Thiago era muito calado e não trazia detalhes sobre o que o levava a dizer isso.

O irmão ainda mencionou que a vítima teve passagem pela Fundação Casa, quando adolescente, por envolvimento com tráfico de drogas, mas, segundo Alex, não mantinha mais relação com o crime e atualmente trabalhava fazendo calçadas.


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