Duas unidades de produção da Refinaria de Paulínia (Replan), a maior da Petrobras, entraram em paradas programadas de manutenção que seguem até a primeira quinzena de setembro. A companhia destaca que o serviço é essencial para manter a segurança e capacidade operacional da planta e que, apesar de impacto da produção no período, todos os contratos firmados serão atendidos.
Passam por manutenção no péríodo as unidades de Destilação e de Coqueamento, que fazem parte do processo de refino do petróleo.
A unidade de Destilação integra a etapa inicial do processo, na qual o petróleo é aquecido e ocorre a separação física de derivados, como diesel, querosene de aviação, nafta, óleo combustível, entre outros. Já a unidade de Coqueamento faz parte da etapa de conversão, em que os compostos mais pesados são convertidos em produtos mais leves, como diesel, nafta e GLP, "aumentando o aproveitamento do petróleo".
Segundo a companhia, durante a parada, serão executados serviços nos equipamentos das duas unidades, como inspeção, reparos e substituição de componentes. Foram contratadas oito empresas para os trabalhos, somando 3,5 mil trabalhadores envolvidos - de forma escalonada.
"A parada de manutenção é um procedimento de rotina nas
instalações industriais da Petrobras, realizadas com o objetivo de manter a
segurança, restabelecer as capacidades operacionais e promover melhorias no
processo produtivo", diz a empresa, em nota.
Contratos garantidos
Apesar de reconhecer que haverá impacto na produção de derivados no período, a Petrobras garante o atendimento dos compromissos comerciais e contratos firmados para o período.
A companhia informou que houve aumento da produção
nos meses anteriores e foi possível aumentar o estoque de produtos.
Maior do Brasil
Maior refinaria da Petrobras, a Replan tem capacidade para processar 69.000 m³ de petróleo por dia, o equivalente a 434 mil barris, e atende a 30% do território brasileiro.
Na planta são produzidos derivados como gasolina, diesel,
querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha), óleo
combustível, asfalto, propeno e bunker, entre outros.
A produção de Paulínia é escoada para os seguintes locais:
- Interior de São Paulo - recebe a maior parte da produção, 55%
- Sul de Minas
- Triângulo Mineiro
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Rondônia
- Acre
- Goiás
- Brasília (DF)
- Tocantins
