Loira deve assumir mandado de vereador afastado por suspeita de "rachadinha"

 

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou o afastamento do vereador de Paulínia João Mota (DC), por suspeita de "rachadinha". De acordo com a decisão, o mandato do parlamentar deve ser suspenso imediatamente. A Câmara do município afirmou que vai cumprir a determinação e "colaborar com as investigações". A defesa do vereador nega a irregularidade e entrou com pedido de reconsideração da decisão.

O Ministério Público, autor da denúncia, informou que o vereador e a esposa são suspeitos de cometer crime de corrução passiva. Segundo a investigação da Promotoria, mensagens de WhatsApp, extratos bancários, filmagens e depoimentos mostraram que o parlamentar ficava com parte dos salários de uma ex-funcionária do gabinete, prática que ficou conhecida como "rachadinha".

O vereador Antônio Miguel Ferrari, conhecido como Loira, é o primeiro suplente e vai assumir uma cadeira no Legislativo. O parlamentar também é ex-prefeito de Paulínia. A assessoria de João Mota afirmou que ele não vai se pronunciar no momento.

João Mota é empresário do ramo de terraplanagem e mora em Paulínia há 32 anos. Ele está no segundo mandato como vereador.

Advogado que representa o vereador, Ralph Tórtima Stettinger Filho disse que o parlamentar "jamais se apropriou de qualquer valor pertencente a funcionários do gabinete, o que torna sua conduta absolutamente atípica, não caracterizado crime de qualquer natureza.”

O advogado informou que já ingressou com pedido de reconsideração da decisão e que aguarda sua apreciação.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Formulário de contato