Campinas tem 100 pacientes à espera de leitos Covid

 

Campinas (SP) anunciou nesta quarta-feira (10) uma reestruturação no atendimento de casos de Covid-19 como tentativa de evitar o colapso do sistema de saúde, que conta com 100 pacientes à espera de leitos de UTI e enfermaria.

Além da abertura de novas estruturas nas próximas semanas, o uso do Metropolitano, hospital ocupado para enfrentamento da pandemia e a previsão de reativação do Hospital de Campanha nos Patrulheiros, a prefeitura vai priorizar os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde para casos de urgência e transferências dentro da rede, abrindo três centros de saúde exclusivos para pessoas com sintomas respiratórios a partir de segunda-feira (15).

 

Resumo

  • Campinas projeta a abertura de pelo menos mais 50 leitos de UTI Covid até o final de março, 20 deles de gestão estadual;
  • Saúde inicia o uso do Hospital Metropolitano, unidade particular ocupada pela prefeitura, com 12 leitos de enfermaria nesta quarta e outros 10 de UTI na quinta (11);
  • A partir de segunda-feira (15), os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde ficam restritos a atendimentos de urgência e emergência, e casos referenciados de Covid (transferidos de outras unidades);
  • Prefeitura vai abrir três centros de saúde (São Bernardo, Capivari e Costa e Silva) apenas para casos suspeitos e de pessoas com sintomas respiratórios);
  • Para liberar leitos de retaguarda, pacientes que dependem apenas de uso de oxigênio nasal poderão receber alta, a critério dos médicos, tanto nas redes pública e privada, e terão a estrutura respiratória montada em domicílio para continuar a recuperação; são 200 equipamentos disponíveis;
  • Saúde deu início ao processo de contratação de empresa para reativar o Hospital de Campanha dos Patrulheiros, onde são previstos 36 leitos de enfermaria;

 

Fila de pacientes

De acordo com o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicano), a cidade tem, nesta quarta, 100 pacientes à espera de leitos Covid, sendo 70 deles por UTIs e 30 por enfermaria, mas destacou que todos estão assistidos e permanecem em estruturas de retaguarda.

"Essas pessoas estão em estruturas próximas do pronto-socorro, dentro de estrutura hospitalar, que possui respirador. Não estão desassistidas. Eles estão distribuídos nas unidades da rede Mário Gatti à espera de recolocação", disse.

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