Desde o início da pandemia por Covid-19,em março deste ano,
a Região Metropolitana de Campinas (RMC) contabilizou 89.628 casos de contágio
pela doença. Os dados divulgados ontem pelo Observatório da PUC-Campinas
revelam que este volume de pessoas contaminadas pelo vírus representa um
aumento de aproximadamente 6,7% em uma semana, pois as 20 cidades da RMC
registravam 83.945 casos confirmados dia 23 deste mês.
Campinas lidera o número de contágios, com 37.891 registros
até o dia 29 de outubro — a Prefeitura não divulgou os registros de ontem.
Hortolândia vem na sequência com 6.748 confirmações, seguida por Sumaré
(6.745); Santa Bárbara d’Oeste (6.041); Americana (5.598); Paulínia (5.443); e
Indaiatuba (4.736).
Quanto aos índices de incidência a cada 100 mil habitantes,
o município de Paulínia apresenta maior registro, com índice de 5.443 pessoas
contaminadas por Covid-19 a cada 100 mil moradores da cidade. Outro município
com alto índice de incidência é Engenheiro Coelho, que apresenta a média de 4.319,5
pessoas contaminadas a cada 100 mil habitantes. Na sequência estão as cidades
de Santo Antônio de Posse (3.317,4); Santa Bárbara d'Oeste (3.200,6);
Hortolândia (2.930,5); Campinas (2.885,7); e Holambra (2.822,1).
Óbitos
Os indicadores diários registrados pelo Observatório da
P</IP>UC-Campinas revelam também que os 20 municípios da RMC
contabilizavam até ontem 2.761 mortes por Covid-19 neste período de sete meses.
Campinas lidera este ranking com 1.317 vidas perdidas em sete meses, seguida
por Indaiatuba, que registrou 225 mortes. Em terceiro lugar está Sumaré, com o
registro de 222 óbitos. Em seguida estão Santa Bárbara d'Oeste (190); Americana
(172); Hortolândia (151); e Valinhos (103).
O índice de mortalidade a cada 100 mil habitantes apresenta
na liderança o município de Engenheiro Coelho com 102,3 mortes a cada 100 mil
moradores. Outra cidade com alto índice de mortalidade é Santa Bárbara d'Oeste,
que chegou à média de 100,7 vidas perdidas a cada 100 mil habitantes. Na
sequência estão Indaiatuba (92,6); Nova Odessa (91,3); Campinas (89,2);
Valinhos (82,6); e Sumaré (78,4).
Os dados sobre letalidade — que são as mortes ocorridas no
universo de casos confirmados no município — colocam Indaiatuba na frente da
RMC, com 4,75% de mortes dentre os casos de contaminação. Indaiatuba teve 225
mortes em 4.736 casos confirmados da doença.
A letalidade é alta também em Nova Odessa, que chegou a
4,21% de mortes entre os casos de Covid-19 confirmados na cidade. Em terceiro
vem o município de Campinas com 3,47% de mortes no universo de contaminados,
seguida por Valinhos (3,36%); Sumaré (3,29%); Santa Bárbara d'Oeste (3,15%); e
Americana (3,07%).
Perfil da Covid-19 em Campinas
Em sete meses de pandemia por Covid-19, Campinas totalizou
1.317 vidas perdidas até quinta-feira passada (último dia de divulgação dos
casos). A primeira morte registrada foi em 28 de março, de uma mulher de 71
anos. Ao todo, 701 pessoas morreram internadas em hospitais públicos e 576
pessoas perderam suas vidas em hospitais privados. Além disso, 40 pessoas
estavam em casa quando faleceram.
Deste total de mortos, 1.141 vítimas tinham doenças preexistentes e 176 pessoas não tinham outras doenças. A vítima mais jovem foi uma criança de 5 anos e a pessoa mais idosa tinha 104 anos.
