RMC tem perda acumulada de R$ 3,6 bi em vendas do varejo

 

A RMC (Região Metropolitana de Campinas) registra neste ano o acumulado de R$ 3,6 bilhões em perda nas vendas no varejo, segundo uma avaliação feita pela Acic (Associação Comercial de Campinas) com base nos dados da Boa Vista. 

O balanço leva em conta os meses de janeiro a julho e representa uma queda de 20% em relação ao mesmo período de 2019. Só em Campinas, a perda no faturamento chegou a R$ 1,5 bilhão, o que equivale a 19,6% do verificado no ano passado. De acordo o levantamento, no último mês de julho as vendas do varejo cresceram, mas o faturamento continua abaixo de 2019.

Em julho, o aumento em Campinas foi de aproximadamente 10% em relação ao mês anterior, mesmo enquanto a cidade ainda permanecia na fase laranja do Plano São Paulo, com funcionamento dos comércios em apenas quatro horas por dia. No entanto, apesar do crescimento no mês, as vendas em julho são 15,5% menores comparadas ao mesmo período do ano passado. 

Na cidade,o faturamento nas lojas físicas no mês passado foi de R$ 957,3 milhões, aproximadamente 84,5% do faturamento de julho de 2019, quando as lojas faturaram mais de R$1,1 bilhão. 

Já na RMC (Região Metropolitana de Campinas) o arrecadado nas lojas físicas corresponde a 85,5% do período do ano passado, sendo faturados R$2,3 bilhões, enquanto no ano passado o total foi de R$2,6 bilhões. 

Ainda segundo o balanço da Acic, a inadimplência do consumidor cresceu 211,37% de junho para julho, mas teve queda de 16,69% comparada ao ano passado.

 

SEGMENTOS 

Em meio as perdas causadas pela pandemia, o setor que continua em subida é o on-line. No e-commerce, as vendas cresceram 35,5% no período, alavancadas pelo funcionamento das lojas apenas por delivery e drive-thru. Na RMC, as vendas on-line passaram de R$ 55 milhões arrecadados no ano passado para R$ 74,5 milhões neste ano. 

Entre os segmentos de vendas, os setores que tiveram resultados positivos no acumulado do ano foram os que são classificados como serviços essenciais. Em supermercados e hipermercados a alta foi de 18,35%, já nos setores nos setores de drogarias o aumento foi de 2,3%. O grande líder, no entanto, foi o setor de material de construção, com aumento de 31,72% nas vendas. 

Já quem mais sofreu, segundo avaliação do economista Laerte Martins, diretor da Acic, foi o setor de serviços, com todos os segmentos no negativo. 

Segundo Martins, turismo e transportes registraram queda de 75,2%, alimentação (que incluiu os bares e restaurantes), de 55,1%, e educação e comunicação 39,2%. Para os próximos meses, o economista prevê perdas menores. 

"Para agosto, com a ampliação da flexibilização nas atividades de comércio e serviços, já na Fase Amarela do Plano São Paulo, os setores ainda deverão sofrer alguma perdas, porém, menores que nos meses anteriores", afirma Martins.

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