
A região de Campinas (SP) ultrapassou na manhã desta sexta-feira (17) a marca de 1 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus. Vidas perdidas durante quatro meses para uma doença que pode ser transmitida a partir de um gesto de afeto, mas não permite longas despedidas sob o risco de multiplicar os números frios que escondem as histórias interrompidas.
O balanço atualizado até 12h30 desta sexta-feira apresenta 1.011 óbitos provocados pela Covid-19 e considera o total de vítimas contabilizadas região de Campinas. A metrópole concentra 52% dos registros e a lista dos municípios com mais vítimas tem na sequência Indaiatuba, Sumaré, Hortolândia e Americana.
As únicas cidades que ainda não têm óbitos decorrentes de
complicações da Covid-19 são Holambra, Lindoia, Monte Alegre do Sul, Pedra
Bela, Serra Negra e Tuiuti.
Mortes por cidade:
- Campinas: 528
- Indaiatuba: 98
- Sumaré: 74
- Hortolândia: 55
- Americana: 45
- Mogi Guaçu: 33
- Valinhos: 29
- Monte Mor: 18
- Mogi Mirim: 18
- Paulínia: 16
- Louveira: 16
- Vinhedo: 13
- Itapira: 12
- Jaguariúna: 11
- Amparo: 11
- Socorro : 5
- Águas de Lindoia: 4
- Espírito Santo do Pinhal: 4
- Artur Nogueira: 2
- Morungaba : 2
- Estiva Gerbi: 4
- Pinhalzinho: 3
- Pedreira: 2
- Santo Antônio de Posse: 2
- Santo Antônio do Jardim: 2
Evolução da pandemia
O levantamento realizado pela reportagem, com base em boletins fornecidos pelas prefeituras, mostra que 606 vítimas são do sexo masculino (60,1%), enquanto 402 são do sexo feminino (39,9%), totalizando 1.008 óbitos. Dados de três mortes deixaram de ser considerados no cálculo - dois deles de Louveira e um de Jaguariúna - porque as informações não foram divulgadas pelas administrações.
Considerando-se a evolução da pandemia, o balanço mostra que
metade das mortes ocorreu em junho, enquanto o segundo mês com mais vítimas é
julho. Veja abaixo evolução desde março.
Pacientes do sexo masculino são maioria, diz levantamento.
- Sexo masculino: 606
- Sexo feminino: 402
- Dados não informados: 3
Perfil das vítimas em Campinas
A metrópole contabilizou a maioria das vítimas a partir de junho: foram 271 no mês anterior, enquanto que desde o dia 1º de julho o número parcial chega a 161. Com isso, a soma chega a 432 e representa 81,8% do total registrado desde o início da pandemia.
A lista inclui 296 moradores do sexo masculino e 232 do sexo feminino. Deste total, 462 apresentavam doenças preexistentes, enquanto 66 não tinham outras enfermidade, segundo a Secretaria de Saúde.
Estatísticas do governo municipal destacam que 288 pacientes chegaram a ser internados em hospitais da rede pública, seja municipal ou estadual; enquanto 221 foram assistidos por unidades de saúde particulares. Outras 19 pessoas tiveram óbitos registrados nas próprias residências.
Ainda de acordo com a prefeitura, a idade é fator preponderante em relação à letalidade da doença: do total de vítimas, 444 eram idosas - grupo de risco de da enfermidade - o equivalente a 84% do total.
O levantamento foi feito pelo portal de notícias G1