Paulínia admite que desobedeceu a fase vermelha e diz que situação na cidade não era tão grave


Paulínia (SP) teve o primeiro dia de comércios fechados nesta sexta-feira (10) após a regional de saúde de Campinas (SP) regredir para a fase 2 - vermelha do Plano São Paulo. A prefeitura justificou que o atraso para aderir à medida mais restritiva do cronograma de flexibilização na pandemia do coronavírus se deve ao fato de que os indicadores da cidade não estavam tão graves, mas pioraram nos últimos dias.

O governo estadual já havia informado que as prefeituras devem respeitar as decisões do Plano SP para reduzir o avanço da Covid -19, e informou que notificou Paulínia por não ter fechado as atividades não essenciais. A medida era para ter sido adotada na última segunda (6), assim como em todos os 42 municípios da abrangência da regional de Campinas.

A prefeitura afirmou que não recebeu nenhuma notificação do estado e disse que vinha mantendo o permitido na fase laranja do plano estadual. Alegou que as taxas de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) e enfermaria, além do número de mortes por Covid-19, estavam baixos.

Nesta sexta, as lojas no Centro de Paulínia não abriram, como vinha acontecendo até esta quinta (9). A cidade já registrou 1.258 casos do coronavírus e 14 mortes provocadas pela infecção.

Duas semanas de restrição

A administração municipal informou que vai manter as regras da fase vermelha por 15 dias, mas sinaliza que o prazo "pode ser revisto" conforme dados epidemiológicos. Nesta quinta, a cidade contabilizava nove de 14 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para Covid-19 ocupados no Hospital Municipal, o equivalente a 64,2%.

Pela determinação do estado de SP, a região segue nesta classificação pelo menos até a próxima semana, quando indicadores da saúde serão reavaliados. A regressão para a fase vermelha ocorreu porque a regional teve taxa de ocupação de leitos de UTI acima de 80% no dia 3 de julho.


Atividades liberadas por SP na fase vermelha:

  • Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.
  • Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.
  • Bares, lanchonetes e restaurantes: serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive-thru). Válido também para lojas em postos de combustíveis.
  • Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.
  • Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.
  • Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.
  • Segurança: serviços de segurança pública e privada.
  • Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.
  • Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.


O que NÃO pode funcionar?

O estado proíbe funcionamento das seguintes atividades, seja na fase laranja ou vermelha:

  • Abertura de bares e restaurantes para consumo local.
  • Salões de beleza e barbearias.
  • Academias de esportes em todas as modalidades.
  • Atividades que provoquem aglomerações.
  • Teatros, cinemas e afins.

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