Coronavírus: Campinas chega a 16 casos confirmados e tem 441 em investigação

Dos 16 casos, 15 foram registrados na rede privada e um na rede pública.
Campinas (SP) atualizou na tarde desta quinta-feira (26) os números da epidemia do novo coronavírus. O município conta com 16 casos confirmados e outros 441 em investigação para a Covid-19.
Dos 16 casos, 15 foram registrados na rede privada e um na rede pública. De acordo com a prefeitura, dos casos que testaram positivo, apenas um paciente está internado em enfermaria.

Segundo a prefeitura, as duas pacientes diagnosticadas com os primeiros casos na cidade já se recuperaram e passam bem.

O primeiro caso positivo para coronavírus em Campinas foi confirmado em 13 de março e trata-se de uma moradora da capital paulista, que estuda medicina na faculdade São Leopoldo Mandic. Já o segundo é o de mulher de 48 anos, que viajou por vários países da Europa e chegou a ficar internada no Hospital PUC-Campinas, mas recebeu alta no último dia 23.

Regulação de leitos

Na coletiva, a prefeitura informou que recebeu autorização do Estado para criar uma central de regulação de vagas metropolitana e, assim, gerenciar o uso de leitos de baixa, média e alta complexidade, além de UTIs na região.

Secretário de Saúde, Carmino de Souza destacou que o processo vem sendo organizado com a Diretoria Regional de Saúde (DRS-7), e que o local e sistema para a criação da regulação já estão disponíveis.

"Quero usar colegas médicos com mais de 60 anos nessa função, que é burocrática, mas exige conhecimento. Estamos recrutando, precisamos de mais 15 médicos para fazer funcionar 24 horas por dia. Nesse momento, a central regional funciona até às 22h. Serão alguns dias para organizar, e não teremos problemas de local, computador ou plataforma de gestão", afirma.

Vacina contra a gripe

Campinas (SP) aplicou 90,1 mil vacinas de dose contra a gripe nos primeiros dias de campanha, segundo balanço divulgado pela prefeitura na quarta-feira (25). A vacina não previne contra o novo coronavírus, mas facilita a identificação de casos ao imunizar a população contra contra Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B e, com isso, contribui para não gerar sobrecarga na rede hospitalar.

De acordo com Andrea Von Zuben, diretora do Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa), novas doses chegam a Campinas nesta sexta-feira (27) e serão distribuídas aos postos. Pelas projeções da prefeitura, pelo menos 50% da população idosa da cidade, público-alvo da primeira fase da campanha, já recebeu a imunização.

Verba estadual

Nesta quinta, o governador João Doria anunciou o repasse de R$ 218 milhões a 80 cidades mais populosas do interior do estado. Nas nove cidades paulistas com mais de 500 mil habitantes, entre elas Campinas, o valor de referência para a divisão da verba será de R$ 12 por pessoa.

Com isso, Campinas receberá R$ 14,3 milhões, que serão usados exclusivamente em ações e no combate ao novo coronavírus. Já Paulínia irá receber R$ 854.208,00.

"Nosso compromisso com essa verba é montar um hospital de campanha, pode ser de lona ou não. Vamos usar a verba para criar leitos para quem necessitar, e não tiver tão grave", explica Jonas.

Valores dos repasses do estado na região

  • Campinas: R$ 14.329.128,00
  • Piracicaba: R$ 4.009.490,00
  • Limeira: R$ 3.036.820,00
  • Sumaré: R$ 2.284.560,00
  • Indaiatuba: R$ 1.975.264,00
  • Americana: R$ 1.896,896,00
  • Hortolândia: R$ 1.818.824,00
  • Santa Bárbara d'Oeste: R$ 1.540.288,00
  • Mogi Guaçu: R$ 1.205.704,00
  • Valinhos: R$ 1.016.984,00
  • Paulínia: R$ 854.208,00


Medidas de prevenção 

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos (dedos, unhas, punho, palma e dorso) com água e sabão, e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las.

Além do sabão, outro produto indicado para higienizar as mãos é o álcool gel, que também serve para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas, etc. Para a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária (em uma solução de uma parte de água sanitária para 9 partes de água) para desinfetar superfícies.

Utilizar lenço descartável para higiene nasal é outra medida de prevenção importante. Deve-se cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Também é necessário evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Para a higienização das louças e roupas, recomenda-se a utilização de detergentes próprios para cada um dos casos. Destacando que é importante separar roupas e roupas de cama de pessoas infectadas para que seja feita a higienização à parte. Caso não haja a possibilidade de fazer a lavagem destas roupas imediatamente, a recomendação é que elas sejam armazenadas em sacos de lixo plástico até que seja possível lavar.

Além disso, as máscaras faciais descartáveis devem ser utilizadas por profissionais da saúde, cuidadores de idosos, mães que estão amamentando e pessoas diagnosticadas com o coronavírus. Também é importante que as pessoas comprem antecipadamente e tenham em suas residências medicamentos para a redução da febre, controle da tosse, como xaropes e pastilhas, além de medicamentos de uso contínuo.

Produtos de higiene também devem ser comprados e armazenados como uma medida de prevenção. No caso das crianças, recomenda-se que os pais ou responsáveis, adquiram fraldas e outro produtos em uma maior quantidade para que se evite aglomerações em supermercados e farmácias.

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