O SindusCon-SP, Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, divulgou os dados de emprego do setor da construção civil referentes ao mês de abril de 2017. A pesquisa é realizada pelo SindusCon-SP em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).
A pesquisa registrou que, em Paulínia, o índice de empregos no setor de construção civil teve a primeira retração do ano. Com -0,79%, o município perdeu cerca de 13 vagas no mês de abril que é a referência do índice. A última variação negativa havia sido em dezembro de 2016 com queda de -1,38%. Neste mesmo período de comparação, a maior alta foi de Campinas, com 1,66% de aumento no número de postos de trabalho do segmento.
Na comparação com o mesmo período de 2016, a variação de Paulínia ficou positiva com 6,36%. Ao contrário de outros municípios com índices positivos na comparação mensal, mas negativos no acumulado, Paulínia foi a única cidade pesquisada com superávit no acumulado de 12 meses. Isso representou um aumento de 97 vagas. No mês de abril, o estoque acumulado de trabalhadores foi de 1.623 pessoas com carteira assinada na cidade.
"A maioria das cidades atendidas pela pesquisa estão com índices em queda, pois vivemos a montanha russa política e os efeitos dela na nossa economia. Ainda assim, continuamos otimistas com relação a recuperação do setor e a melhora no índice de Campinas, que é referência na região, comprova isso", pontua o diretor do SindusCon-SP – Regional Campinas, Marcio Benvenutti.
Brasil
O ritmo de queda do emprego na construção arrefeceu em abril, mas continuou em queda pelo 31º mês consecutivo. Foram eliminadas 874 vagas em todo o Brasil em abril, queda de 0,04% em relação a março. O estoque de trabalhadores no setor permaneceu na casa dos 2,47 milhões. Na comparação com abril de 2016, houve queda de 12,94%. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões. Desconsiderando os efeitos sazonais*, a queda é de 0,90% em abril (-22.382).
Embora o ritmo da queda do emprego na construção venha se reduzindo nos últimos três meses, o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, não acredita em reversão imediata da tendência. "Sem novos investimentos e com a confiança dos investidores e das famílias novamente retraída em função da crise política, a perspectiva é de continuação do declínio do nível de emprego no setor", afirma.
Em consequência, Romeu Ferraz julga primordial a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária. "Se acontecerem, estas aprovações sinalizarão aos investidores que a política econômica de reequilíbrio das contas públicas e de estímulo à segurança jurídica nas relações trabalhistas segue firme, independentemente de quem esteja sentado na cadeira presidencial."
Sobre o SindusCon-SP
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 500 construtoras associadas e 15 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 27,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,3% do Produto Interno Bruto do Brasil.
Fonte: Paulínia News
A pesquisa registrou que, em Paulínia, o índice de empregos no setor de construção civil teve a primeira retração do ano. Com -0,79%, o município perdeu cerca de 13 vagas no mês de abril que é a referência do índice. A última variação negativa havia sido em dezembro de 2016 com queda de -1,38%. Neste mesmo período de comparação, a maior alta foi de Campinas, com 1,66% de aumento no número de postos de trabalho do segmento.
Na comparação com o mesmo período de 2016, a variação de Paulínia ficou positiva com 6,36%. Ao contrário de outros municípios com índices positivos na comparação mensal, mas negativos no acumulado, Paulínia foi a única cidade pesquisada com superávit no acumulado de 12 meses. Isso representou um aumento de 97 vagas. No mês de abril, o estoque acumulado de trabalhadores foi de 1.623 pessoas com carteira assinada na cidade.
"A maioria das cidades atendidas pela pesquisa estão com índices em queda, pois vivemos a montanha russa política e os efeitos dela na nossa economia. Ainda assim, continuamos otimistas com relação a recuperação do setor e a melhora no índice de Campinas, que é referência na região, comprova isso", pontua o diretor do SindusCon-SP – Regional Campinas, Marcio Benvenutti.
EMPREGO FORMAL - SINDUSCON-SP REGIONAL CAMPINAS | |||||
(Abril de 2017) | |||||
Cidades | Comparação Abril/2016 | Comparação Mar/2017 | Total vagas Abril/2017 | ||
Absoluto | Variação (%) | Absoluto | Variação (%) | ||
Americana | -93 | -2,22 | -7 | -0,17 | 4.096 |
Campinas | -2.226 | -10,63 | 305 | 1,66 | 18.724 |
Indaiatuba | -375 | -6,07 | -95 | -1,61 | 5.801 |
Limeira | -19 | -0,42 | -68 | -1,49 | 4.485 |
Paulínia | 97 | 6,36 | -13 | -0,79 | 1.623 |
Piracicaba | -1.154 | -15,43 | -59 | -0,92 | 6.323 |
Rio Claro | -561 | -16,05 | 6 | 0,20 | 2.935 |
Valinhos | -40 | -3,01 | 20 | 1,58 | 1.289 |
Dados: Pesquisa mensal SindusCon-SP e FGV.
Brasil
O ritmo de queda do emprego na construção arrefeceu em abril, mas continuou em queda pelo 31º mês consecutivo. Foram eliminadas 874 vagas em todo o Brasil em abril, queda de 0,04% em relação a março. O estoque de trabalhadores no setor permaneceu na casa dos 2,47 milhões. Na comparação com abril de 2016, houve queda de 12,94%. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões. Desconsiderando os efeitos sazonais*, a queda é de 0,90% em abril (-22.382).
Embora o ritmo da queda do emprego na construção venha se reduzindo nos últimos três meses, o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, não acredita em reversão imediata da tendência. "Sem novos investimentos e com a confiança dos investidores e das famílias novamente retraída em função da crise política, a perspectiva é de continuação do declínio do nível de emprego no setor", afirma.
Em consequência, Romeu Ferraz julga primordial a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária. "Se acontecerem, estas aprovações sinalizarão aos investidores que a política econômica de reequilíbrio das contas públicas e de estímulo à segurança jurídica nas relações trabalhistas segue firme, independentemente de quem esteja sentado na cadeira presidencial."
Sobre o SindusCon-SP
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 500 construtoras associadas e 15 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 27,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,3% do Produto Interno Bruto do Brasil.
Fonte: Paulínia News
