PREFEITURA AMEAÇA RETOMAR O TRANSPORTE URBANO


Em resposta à greve, comissão vai analisar contrato de concessão do serviço para recomendar intervenção ou rescisão contratual com a Passaredo
A Prefeitura criou nesta quarta-feira, dia 15, uma comissão que tem até três dias para recomendar a intervenção no transporte urbano de Paulínia ou a rescisão contratual com a Passaredo, caso encontre irregularidades no contrato de concessão do serviço de transporte público na cidade.
A medida é uma resposta à greve de motoristas e cobradores decretada a zero desta quarta (15). Trinta e nove mil pessoas foram prejudicadas com a paralisação total dos ônibus urbanos e parcial do transporte de alunos, já que as outras empresas que operam esse serviço trabalham normalmente.
A Prefeitura de Paulínia notificou nesta quarta (15) a Passaredo, permissionária do transporte urbano, e a LLC Transportes Ltda, empresa do grupo que cuida do transporte escolar, para que mantenham o mínimo de 70% da frota de ônibus em operação. A multa diária pelo descumprimento dessa exigência pode chegar a R$ 81.741,12.
Na noite de terça-feira, dia 14, a Prefeitura já havia aumentado o subsídio que dá para a empresa de R$ 1,60 para R$ 1,85. Esse reajuste no valor do socorro financeiro que a Prefeitura repassa a Passaredo correspondente à inflação de 9,89% dos últimos 12 meses medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A greve continua nesta quinta-feira, dia 16. Mas há um avanço. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, Izael Soares de Almeida, a Passaredo marcou para as 10h uma reunião com os trabalhadores para discutir o reajuste salarial. A categoria pede 14% de aumento.
Antes, porém, da negociação, a categoria deve sair a partir das 8h da garagem da Passaredo, na Avenida Paulista, 289, no bairro Bela Vista, em passeata pelas ruas de Paulínia, até o Paço Municipal, para pedir apoio do Poder Público.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Formulário de contato