“Para uns, aquece o corpo. Para outros, aquece a alma”. Foi com essas palavras que a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Paulínia, Lucila Rodrigues Alves Pavan, deu início à distribuição das roupas, cobertores, mantas e edredons arrecadados na campanha “Inverno Solidário 2016" feita pela instituição.
A distribuição às famílias carentes do município ocorre desde o dia 31 de maio no prédio do antigo Caco (Centro de Ação Comunitária de Paulínia), localizado na rua Maria das Dores Leal de Queiroz, 831, sempre das 8h30 às 16h, de segunda a sexta-feira. As entregas acontecem até o final do mês de junho ou até durarem os estoques.
Neste ano, de acordo com informações do Fundo, foram arrecadadas ao menos 20 mil peças. Mais doações ainda devem chegar e o número deve superar o já registrado. Já no ano passado, foram cerca de 18 mil peças arrecadadas. A equipe coordenada por Lucila comemorou os números registrados em 2016.
“O fato de poder fazer algo por seu semelhante é maravilhoso. E a campanha Inverno Solidário é isso. Para uns, aquece o corpo. Para outros, aquece a alma”, disse a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade de Paulínia.
Lucila também agradeceu a todos os servidores municipais que contribuíram com doações de roupas, cobertores, mantas e edredons. Só no Paço Municipal, foram coletadas 500 peças entre cobertores, mantas e edredons.
Empresas, comércio, escolas e voluntários também participaram da arrecadação e foram agradecidos. Diversos pontos de coletas de roupas e calçados foram espalhados pela cidade. O clube de motociclistas Acorrentados, de Paulínia, por exemplo, participa da campanha há 11 anos. A entrega do que foi arrecadado por eles deve ser feita na próxima semana.
ENTREGA
Maria Elisa Vieira da Silva, de 22 anos, foi uma das pessoas beneficiadas com as doações obtidas pela campanha. Ela conseguiu roupas e calçados para ela, o marido e o filho de um ano e sete meses. “As roupas estão com muita qualidade. Estou levando para toda a família”, disse ela, que é moradora do Alto dos Pinheiros.
Iris Mota, de 33 anos, priorizou pegar mantas, travesseiro e blusas para os quatro filhos de 14, 10, 8 e 3 anos. “Para o frio, o bom é a coberta, porque está difícil, está muito frio”, afirmou. Ela é moradora do bairro Vida Nova, na região do João Aranha, e trabalha como vendedora de porta a porta.
Para a distribuição das roupas, é feito uma triagem das peças por funcionários da prefeitura. Elas separam por tamanho, idade e sexo. “É gratificante poder ajudar a quem precisa”, disse Mirian Viegas de Oliveira, de 55 anos, uma das servidoras. Neste ano, a equipe ganhou reforço de mais quatro funcionárias para o trabalho.
Segundo o Fundo, cada família tem direito a levar até dez peças de roupa. As famílias saem com as roupas embaladas em sacolas. Desde o dia 31 de maio até as 14h20 desta quinta-feira (2), 250 pessoas haviam retirado as roupas no prédio do antigo Caco.
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