Paulínia tem níveis de poluição quase duas vezes mais piores do que o aceitável


Paulínia entrou no relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) como a cidade com níveis de poluição quase duas vezes mais piores do que o aceitável. Esse estudo da OMS, divulgado nesta quinta-feira, dia 12, revela que mais de 80% da população urbana mundial vive em áreas com alta taxa de poluição do ar.

No Brasil, a qualidade do ar foi analisada em 45 cidades. Na região, além de Paulínia, Campinas, Americana e Piracicaba aparecem com altos níveis de poluição. A contaminação do ar, devido a concentrações elevadas de partículas inaláveis (MP10) e de partículas inaláveis finas (PM2,5), que contêm sulfato, nitratos e carbono negro, representa o principal risco ambiental para a saúde. O estudo da OMS foi feito em 3 mil cidades em 103 países.
Uma cidade somente pode ser considerada com ar limpo, se apresentar uma média de, no máximo, 10 microgramas de PM 2,5 por metro cúbico, justamente por serem essas partículas as que apresentam o maior potencial de danos para os pulmões. Qualquer valor acima de 10 microgramas de PM 2,5 por metro cúbico, representa riscos para a saúde.
No Brasil, Paulínia ficou só atrás da Capital com 18 microgramas de PM 2,5 por metro cúbico, quase o dobro do limite definido pela OMS, seguida por Americana e Campinas, ambas com 16 microgramas de PM 2,5 por metro cúbico, e Piracicaba, com 15 microgramas de PM 2,5 por metro cúbico. A cidade de São Paulo registra 19 microgramas.
Os dados constam do 3º Relatório Global sobre o assunto. A organização alerta que a poluição do ar representa o maior risco ambiental à saúde e é responsável por mais de 3 milhões de mortes prematuras no mundo todos os anos. A baixa qualidade do ar aumenta ainda o risco de doenças como acidente vascular cerebral, doença cardíaca, câncer de pulmão e crônica e doenças respiratórias agudas, incluindo asma.

1 Comentários

  1. Vcs dev3riam por mas sobre a poluição de Paulínia eu fui pesquisa para a escola e não achei tantos

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