A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que o nível de água armazenado no Sistema Cantareira, incluindo a utilização do chamado volume morto, recuou 0,3 ponto percentual desde a última sexta-feira (25), atingindo 15,9%% de sua capacidade ontem (domingo-27).
A vazão do Rio Atibaia na estação de Valinhos, a cerca de um quilômetro de distância da captação de Campinas, estava estável em 6,37 metros cúbicos por segundo no domingo. A partir de 4 metros cúbicos por segundo, a cidade entraria em racionamento, uma vez que o rio é responsável por 95% do abastecimento.
No Sistema Cantareira, choveu até agora apenas 37,4 milímetros — sendo que a média histórica do mês de julho é de 49 milímetros. Nos próximos dias, a previsão de frio continua, mas com pouca chuva.
O que é o Sistema Cantareira
É o maior dos sistemas administrados pela Sabesp, destinado a captação, tratamento de água e abastecimento de parte da capital e de municípios da Grande São Paulo. No total, mais de 9 milhões de pessoas recebem água do sistema Cantareira diariamente. O reservatório ainda atende municípios da região de Campinas, no interior do Estado. O sistema é composto por seis barragens interligadas por um complexo sistema de túneis, canais, além de uma estação de bombeamento de alta tecnologia para ultrapassar a barreira física da Serra da Cantareira.
Previsão do tempo
A previsão até quarta-feira, segundo a Defesa Civil, é de clima frio, mas com pouca chuva, o que vinha ocorrendo nos últimos dias. Hoje, a massa de ar polar ainda mantém as temperaturas baixas, com máxima de 21°C e mínima de 12°C. O tempo segue nublado, com chuvas de intensidade fraca.
Hoje (28 de julho), chove no extremo Sul do Estado de São Paulo pela manhã. No restante do Estado, haverá sol entre muitas nuvens. A temperatura, no entanto, segue baixa: 22°C de máxima e podendo chegar a 12°C. Na quarta-feira, a previsão é que a temperatura comece a subir gradativamente
A crise hídrica que atinge um dos maiores sistemas de reservatórios do mundo é resultado da falta de chuva que vem ocorrendo desde o último Verão. Em geral, o acúmulo de águas ocorre principalmente nos meses chuvosos, de outubro a março, garantindo o abastecimento no período de estiagem. Entretanto, entre outubro de 2013 e março de 2014, foram observadas vazões naturais afluentes excepcionalmente baixas para essa época, o que contribuiu para que os reservatórios não recebessem o volume de água esperado.
