Um homem foi preso em Paulínia na manhã desta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal contra o tráfico internacional de drogas. O suspeito é investigado por tráfico e lavagem de dinheiro.
Em Paulínia, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra o acusado, e um mandado de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Pernambuco.
O homem foi detido em um condomínio de luxo e encaminhado à sede da Polícia Federal em Campinas. Com ele foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos.
A OPERAÇÃO
Ao todo, a operação cumpre 16 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva em São Paulo e nos estados de Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Amazonas.
Além de Paulínia, em São Paulo os mandados são cumpridos nas cidades de Praia Grande, Ribeirão Preto, Serrana, Guatapará, Itaquecetuba e Poá.
Os crimes investigados são tráfico internacional de drogas,
financiamento do narcotráfico, participação em organização criminosa e lavagem
de dinheiro. As penas podem chegar, isoladamente, a mais de 20 anos de
reclusão.
COCAÍNA EM AVIÃO
Segundo a Polícia Federal, a investigação foi iniciada em abril de 2020 após a apreensão de cerca de 650 kg no Aeródromo da Coroa do Avião em Igarassu, cidade localizada na Região Metropolitana de Recife.
Na ocasião, piloto, copiloto e outros criminosos engajados no descarregamento da droga da aeronave Gran Caravan prefixo PT-MEK foram presos em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo a PF, o plano do grupo criminoso visava ocultar a cocaína numa exportação de sucata destinada à Europa pelo Porto de Suape.
"Após o flagrante, a PF aprofundou a investigação, a fim de identificar outros responsáveis pela operação ilícita, assim como descobrir o esquema criado para financiar esse plano. Foi revelada, então, uma grande estrutura criminosa de empresas de fachada criadas com a finalidade de movimentar dinheiro para o crime organizado transnacional. As empresas estão espalhadas pelo país, mas se concentram, especialmente, no Estado de São Paulo", informou a Polícia Federal.
Segundo a corporação, só nos primeiros quatro meses de 2020, no período em que o grupo preso na RMR arquitetava a exportação de cocaína frustrada pela PF, essas empresas movimentaram juntas mais de R$116 milhões.
