Loira assume cadeira de vereador afastado por suspeita de 'rachadinha'

 

O suplente do Partido Democracia Cristã (DC) Antônio Miguel Ferrari, o Loira, tomou posse na tarde desta terça-feira (6) como vereador de Paulínia (SP). Ele assumiu a cadeira ocupada por João Mota, eleito pelo mesmo partido, mas que teve o mandato suspenso por suspeita de cobrar parte dos salários de uma ex-funcionária - esquema conhecido como "rachadinha".

Loira já foi vereador de Paulínia na legislatura passada (2016 a 2020) e chegou a assumir a prefeitura em janeiro de 2019 após ser eleito presidente da Câmara Municipal. O parlamentar se tornou prefeito porque o mandato de Dixon Carvalho e do vice Sandro Caprino (PRB) foi cassado pela Justiça por abuso de poder econômico nas eleições de 2016.

Um mês depois, em fevereiro, Loira nomeou uma assessora comissionada para atuar no gabinete do vice-prefeito, sendo que o posto estava vago desde a cassação de Caprino. Na ocasião, o então prefeitura primeiro considerou a nomeação "normal" e defendeu que ela iria "prestar relevantes serviços em áreas sociais e de interesse público". Depois, a Prefeitura de Paulínia emitiu nova nota afirmando que houve erro na portaria, que será corrigida.

 

Denúncia contra João Mota por 'rachadinha'

O Ministério Público, autor da denúncia que levou a Justiça a suspender o mandato de João Mota, informou que o vereador e a esposa são suspeitos de cometer crime de corrução passiva. Segundo a investigação da Promotoria, mensagens de WhatsApp, extratos bancários, filmagens e depoimentos mostraram que o parlamentar ficava com parte dos salários de uma ex-funcionária do gabinete, prática que ficou conhecida como "rachadinha".

Advogado que representa o vereador, Ralph Tórtima Stettinger Filho disse que o parlamentar "jamais se apropriou de qualquer valor pertencente a funcionários do gabinete, o que torna sua conduta absolutamente atípica, não caracterizado crime de qualquer natureza.”

João Mota é empresário do ramo de terraplanagem e mora em Paulínia há 32 anos. Ele está no segundo mandato como vereador.

Na data do afastamento, advogado informou que havia ingressado com pedido de reconsideração da decisão e que aguarda sua apreciação.

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