A Região Metropolitana de Campinas vai adotar estratégias conjuntas na recuperação e conservação dos recursos naturais nos 20 municípios. Um termo de cooperação técnica está sendo preparado para definir ações que levem a implantação de corredores ecológicos de fauna e flora, na recuperação de matas ciliares para garantir a preservação de recursos hídricos e uma série de outras estratégias visando a qualidade ambiental da região. Os prefeitos, reunidos nesta terça-feira em Sumaré, decidiram reativar a Câmara Temática de Meio Ambiente, um passo para a adoção de estratégias conjuntas em meio ambiente, uma área em que não existem fronteiras territoriais.
A diretora do Departamento do Verde e do Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Angela Guirao, falou aos prefeitos sobre a necessidade de decisões conjuntas para que ações em uma cidade não interfiram negativamente nos recursos naturais da cidade vizinha. “Trabalhar regionalmente é a solução, para que a região seja ambientalmente desenvolvida e sustentável”, afirmou.
Ela citou o exemplo dos corredores ecológicos, previstos para ligar remanescentes de matas, como é o caso do projeto Corredor das Onças. Esses corredores permitem que animais se desloquem por áreas maiores, sem sair das florestas. Assim, populações de diferentes espécies encontram ambientes mais adequados para se expandirem e toda uma complexidade maior de inter-relações entre flora e fauna fortalece a diversidade e todo o ecossistema. O Corredor das Onças, que passa por várias cidades, tem como foco central a melhoria dos recursos hídricos da região de Campinas. A estratégia para chegar a este intento é reconectar fragmentos florestais e reflorestar as margens dos rios e suas nascentes, protegendo assim a biodiversidade de uma das regiões mais industrializadas e urbanizadas do Interior paulista.
Da mesma forma, as áreas de amortecimento de florestas também precisam de ações regionais e um exemplo que demonstrou a necessidade de atitudes conjuntas foi no episódio em que a Justiça determinou que os órgãos de licenciamento ambiental não iriam autorizar nenhum empreendimento em uma área de 10 quilômetros de raio da Mata Santa Genebra, enquanto o plano de manejo dessa área não fosse aprovado. Nessa área estão Paulínia, Hortolândia, Sumaré e uma atividade poluidora, se ocorresse em uma delas, iria interferir na Mata de Santa Genebra. O plano foi feito e o licenciamento retomado.
A maioria das cidades carece de uma definição clara e capaz de sustentar desde a concepção destas áreas verdes até a adequação da gestão eficaz. Neste panorama, a falta de ações direcionadas, claras e concretas leva a uma gestão deficiente e desintegrada do planejamento da cidade. Segundo Angela, são muitas as situações em que atitudes de uma cidade irão interferir em outra. “Indaiatuba se abastece no Rio Capivari-Mirim, que passa por Campinas. Nós temos obrigação de não poluir essa água e atuar tanto no rio quanto nos afluentes. Nos recursos hídricos é bem clara a necessidade de ação conjunta. A troca de experiência é fundamental para termos um plano regional de proteção e conservação de nosso meio ambiente”, afirmou.
Jaguariúna defende turismo sustentável
O prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PMDB), sugeriu nesta terça-feira que o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental de Campinas (APA) que está em fase de elaboração, contemple um corredor ecológico e turístico na Estrada Carlos Gomes, na divisa de Campinas e Jaguariúna. São nove quilômetros de estrada, dos quais quatro em Jaguariúna, que segundo ele, podem ser contemplados com uma ciclovia, de forma a reforçar um turismo ambientalmente sustentável. Ele disse que está disposto a fazer, do lado de Jaguariúna, o que for necessário e definido no plano que será adotado do lado de Campinas.
O prefeito de Pedreira, Hamilton Bernardes (PSB), lembrou que uma represa será construída na divisa de Campinas e Pedreira, no Rio Jaguari, que precisará ter uma ação conjunta das duas cidades, para que o reservatório tenha também exploração turística e que evite a ocupação no seu entorno para evitar, segundo ele, que acabe se transformando na represa Guarapiranga em São Paulo. “A represa terá papel econômico, ambiental e social e teremos que agir conjuntamente para garantir sua conservação e preservação”, afirmou. (MTC/AAN)
Fonte: Correio Popular
A diretora do Departamento do Verde e do Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Angela Guirao, falou aos prefeitos sobre a necessidade de decisões conjuntas para que ações em uma cidade não interfiram negativamente nos recursos naturais da cidade vizinha. “Trabalhar regionalmente é a solução, para que a região seja ambientalmente desenvolvida e sustentável”, afirmou.
Ela citou o exemplo dos corredores ecológicos, previstos para ligar remanescentes de matas, como é o caso do projeto Corredor das Onças. Esses corredores permitem que animais se desloquem por áreas maiores, sem sair das florestas. Assim, populações de diferentes espécies encontram ambientes mais adequados para se expandirem e toda uma complexidade maior de inter-relações entre flora e fauna fortalece a diversidade e todo o ecossistema. O Corredor das Onças, que passa por várias cidades, tem como foco central a melhoria dos recursos hídricos da região de Campinas. A estratégia para chegar a este intento é reconectar fragmentos florestais e reflorestar as margens dos rios e suas nascentes, protegendo assim a biodiversidade de uma das regiões mais industrializadas e urbanizadas do Interior paulista.
Da mesma forma, as áreas de amortecimento de florestas também precisam de ações regionais e um exemplo que demonstrou a necessidade de atitudes conjuntas foi no episódio em que a Justiça determinou que os órgãos de licenciamento ambiental não iriam autorizar nenhum empreendimento em uma área de 10 quilômetros de raio da Mata Santa Genebra, enquanto o plano de manejo dessa área não fosse aprovado. Nessa área estão Paulínia, Hortolândia, Sumaré e uma atividade poluidora, se ocorresse em uma delas, iria interferir na Mata de Santa Genebra. O plano foi feito e o licenciamento retomado.
A maioria das cidades carece de uma definição clara e capaz de sustentar desde a concepção destas áreas verdes até a adequação da gestão eficaz. Neste panorama, a falta de ações direcionadas, claras e concretas leva a uma gestão deficiente e desintegrada do planejamento da cidade. Segundo Angela, são muitas as situações em que atitudes de uma cidade irão interferir em outra. “Indaiatuba se abastece no Rio Capivari-Mirim, que passa por Campinas. Nós temos obrigação de não poluir essa água e atuar tanto no rio quanto nos afluentes. Nos recursos hídricos é bem clara a necessidade de ação conjunta. A troca de experiência é fundamental para termos um plano regional de proteção e conservação de nosso meio ambiente”, afirmou.
Jaguariúna defende turismo sustentável
O prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PMDB), sugeriu nesta terça-feira que o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental de Campinas (APA) que está em fase de elaboração, contemple um corredor ecológico e turístico na Estrada Carlos Gomes, na divisa de Campinas e Jaguariúna. São nove quilômetros de estrada, dos quais quatro em Jaguariúna, que segundo ele, podem ser contemplados com uma ciclovia, de forma a reforçar um turismo ambientalmente sustentável. Ele disse que está disposto a fazer, do lado de Jaguariúna, o que for necessário e definido no plano que será adotado do lado de Campinas.
O prefeito de Pedreira, Hamilton Bernardes (PSB), lembrou que uma represa será construída na divisa de Campinas e Pedreira, no Rio Jaguari, que precisará ter uma ação conjunta das duas cidades, para que o reservatório tenha também exploração turística e que evite a ocupação no seu entorno para evitar, segundo ele, que acabe se transformando na represa Guarapiranga em São Paulo. “A represa terá papel econômico, ambiental e social e teremos que agir conjuntamente para garantir sua conservação e preservação”, afirmou. (MTC/AAN)
Fonte: Correio Popular
