A crise econômica que atinge as receitas dos municípios vai impactar de forma drástica o Carnaval na Região Metropolitana de Campinas (RMC). A 40 dias da festa, apenas cinco cidades garantiram o confete, a serpentina e o samba nas ruas — mesmo assim, a festa em Artur Nogueira, Indaiatuba, Paulínia, Holambra e Santo Antonio de Posse será modesta e de baixo custo. Sete cidades já anunciaram que não terão condições de investir na festa de Momo: Americana e Hortolândia (que decretaram calamidade financeira), Campinas, Jaguariúna, Morungaba, Vinhedo e Nova Odessa. Outras oito cidades estão analisando se terão festa.
O prefeito de Santo Antonio de Posse, Norberto Olivério, disse que a Prefeitura não teria condições de financiar o Carnaval, mas acabou atendendo o pedido da população e vai bancar a infraestrutura, modesta, da festa na praça central. “Não temos recursos para investir, a situação está muito ruim. Herdei uma dívida que será impagável na minha gestão”, disse.
Campinas também não vai financiar as escolas de samba e nem a realização do Carnaval de rua pelo segundo ano consecutivo. A festa ficará por conta dos blocos, como já ocorreu em 2016. O secretário de Cultura, Ney Carrasco, disse que com o cancelamento a Prefeitura deixa de gastar pelo menos R$ 1 milhão. Mas os blocos, como no ano passado, terão apoio institucional e os banheiros químicos.
Cosmópolis ainda não desistiu de realizar o Carnaval de rua e continua buscando patrocinadores e parceiros para custearem a festa. Mas já avisou que se não houver patrocínio, não haverá festa. Hortolândia decretou, na sexta-feira, estado de calamidade financeira e definiu uma série de cortes de gastos para tentar sair da situação de insolvência em que se encontra. O Carnaval, nesse contexto, deixou de ser prioridade.
Em Valinhos, a realização do Carnaval ainda está em análise pelo prefeito Orestes Previtale e secretários. É possível que a Prefeitura opte por reunir as escolas e blocos e fazer encontros de samba em bairros, em praças centrais ou mesmo no Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini e no CLT. Mas, por conta do início do governo e da Festa do Figo, a decisão ainda não foi tomada. No ano passado o Carnaval em Valinhos foi cancelado por causa da crise econômica — a realização da festa demandaria um investimento de aproximadamente R$ 700 mil ao Município.
Bloco tombado vai desfilar em Artur Nogueira
Artur Nogueira vai fazer Carnaval de rua, inclusive com a participação do Bloco da Vaca, tombado como patrimônio histórico e cultural do Estado. Havia expectativa de que a festa pudesse ser cancelada, diante da situação em que se encontram as finanças municipais. Na sexta-feira o prefeito Ivan Vicensotti anunciou que herdou uma dívida de R$ 62 milhões.
Por conta do endividamento, Artur Nogueira teve o repasse de alguns recursos travados desde meados do ano passado. O prefeito determinou que as secretarias envolvidas se empenhem nas negociações para conseguir reverter o quadro. Mesmo assim, a festa foi mantida.
Já Paulínia, única cidade da região que tem um Sambódromo, vai alterar o modelo do Carnaval em relação aos anos anteriores e vai realizar as festividades em diversos bairros da cidade, com desfile de blocos e apresentação de bandas locais. (MTC/AAN)
O prefeito de Santo Antonio de Posse, Norberto Olivério, disse que a Prefeitura não teria condições de financiar o Carnaval, mas acabou atendendo o pedido da população e vai bancar a infraestrutura, modesta, da festa na praça central. “Não temos recursos para investir, a situação está muito ruim. Herdei uma dívida que será impagável na minha gestão”, disse.
Campinas também não vai financiar as escolas de samba e nem a realização do Carnaval de rua pelo segundo ano consecutivo. A festa ficará por conta dos blocos, como já ocorreu em 2016. O secretário de Cultura, Ney Carrasco, disse que com o cancelamento a Prefeitura deixa de gastar pelo menos R$ 1 milhão. Mas os blocos, como no ano passado, terão apoio institucional e os banheiros químicos.
Cosmópolis ainda não desistiu de realizar o Carnaval de rua e continua buscando patrocinadores e parceiros para custearem a festa. Mas já avisou que se não houver patrocínio, não haverá festa. Hortolândia decretou, na sexta-feira, estado de calamidade financeira e definiu uma série de cortes de gastos para tentar sair da situação de insolvência em que se encontra. O Carnaval, nesse contexto, deixou de ser prioridade.
Em Valinhos, a realização do Carnaval ainda está em análise pelo prefeito Orestes Previtale e secretários. É possível que a Prefeitura opte por reunir as escolas e blocos e fazer encontros de samba em bairros, em praças centrais ou mesmo no Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini e no CLT. Mas, por conta do início do governo e da Festa do Figo, a decisão ainda não foi tomada. No ano passado o Carnaval em Valinhos foi cancelado por causa da crise econômica — a realização da festa demandaria um investimento de aproximadamente R$ 700 mil ao Município.
Bloco tombado vai desfilar em Artur Nogueira
Artur Nogueira vai fazer Carnaval de rua, inclusive com a participação do Bloco da Vaca, tombado como patrimônio histórico e cultural do Estado. Havia expectativa de que a festa pudesse ser cancelada, diante da situação em que se encontram as finanças municipais. Na sexta-feira o prefeito Ivan Vicensotti anunciou que herdou uma dívida de R$ 62 milhões.
Por conta do endividamento, Artur Nogueira teve o repasse de alguns recursos travados desde meados do ano passado. O prefeito determinou que as secretarias envolvidas se empenhem nas negociações para conseguir reverter o quadro. Mesmo assim, a festa foi mantida.
Já Paulínia, única cidade da região que tem um Sambódromo, vai alterar o modelo do Carnaval em relação aos anos anteriores e vai realizar as festividades em diversos bairros da cidade, com desfile de blocos e apresentação de bandas locais. (MTC/AAN)
