Manifestantes fecham vias em protesto contra PEC dos gastos

Manifestação em Paulínia

Manifestações aconteceram a partir das 7h em frente à Replan e à Rhodia; o ato mais longo durou cerca de cinco horas.
Dois protestos marcaram o início da manhã desta sexta-feira, dia 11, em Paulínia. Um em frente à Replan, contra a proposta do governo federal que limita gastos públicos por 20 anos, e outro na Rhodia, por melhores salários.
A manifestação em frente à Replan, em Paulínia, não chegou a fechar nenhuma das pistas da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332) e não causou transtornos maiores que os motoristas já enfrentam na estrada no horário de pico.
O protesto começou por volta das 7h e terminou às 10h. Cerca de 700 manifestantes participaram do ato, chamado por sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais.
Na multinacional Rhodia, trabalhadores fizeram um protesto de cinco horas em frente à indústria química para pedir melhorias salariais. Nesse caso, motoristas de Paulínia não foram afetados porque a ponte da estrada está interditada há dois anos.

Em outras cidades

Manifestantes fecharam avenidas e estradas nesta sexta-feira (11) na Grande São Paulo em protesto contra a proposta de emenda constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos e é uma das bandeiras da gestão do presidente Michel Temer (PMDB). Entre as vias que ficaram bloqueadas entre as 6h30 e perto de 8h estão as rodovias Anchieta, Dutra, Régis Bittencourt, Anhanguera, Bandeirantes, Avenida João Dias e Estrada de Itapecerica.

A Anchieta foi totalmente bloqueada no km 23, em São Bernardo do Campo, no sentido capital paulista. Manifestantes colocaram fogo em pneus para impedir a passagem dos motoristas. Um enorme congestionamento se formou.
O mesmo aconteceu na Avenida João Dias, na Zona Sul de São Paulo, em bloqueio perto do terminal de ônibus João Dias.

Também por volta das 6h30, houve bloqueio da pista expressa da Rodovia Presidente Dutra entre o km 208 e o km 210, no sentido capital. Na Régis, o protesto aconteceu em Taboão da Serra, na altura do km 272. Na Rodovia Anhanguera, o protesto é no km 114, em Sumaré, nos dois sentidos.
Os protestos são realizados pelo Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), segundo informações do Bom Dia São Paulo. O movimento coordenou ainda uma paralisação de ônibus em Guarulhos, onde os ônibus de diversas viações não saíram das garagens. Microônibus que têm convênios com a Prefeitura ficaram lotados.

Em Sorocaba, no interior de São Paulo, apenas 30% da frota estava rodando. Cerca de 6 mil motoristas do transporte coletivo urbano e intermunicipal pararam as atividades. Na rodoviária, todas as viagens para São Paulo foram canceladas.

Em Bauru, membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) fizeram um protesto em frente à Câmara Municipal. Os ônibus do transporte coletivo da cidade atrasaram a saída por cerca de 40 minutos.

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